terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Na Tapera, produtos autenticamente coloniais

Funcionando desde fins de 2009, na Avenida Otto Niemeyer, 3384, no bairro Cavalhada, a Tapera Produtos Coloniais destaca-se pelo excelente atendimento personalizado e pela variedade de produtos de primeira qualidade.

A idéia de criar na zona sul de Porto Alegre um estabelecimento que funcionasse agilmente com produtos coloniais, foi uma alternativa um tanto ousada, e em pouco tempo de existência foi verificado o acerto na escolha.
A Tapera Produtos Coloniais começou a expandir sua atuação, a conquistar uma quantidade imensa de fiéis clientes. Hoje, passado pouco mais de um ano e meio, todos podem comemorar o acerto daquela idéia original.
A Tapera Produtos Coloniais tem clientes em toda a cidade, gente que vem de longe em busca da qualidade e diversidade de ofertas que ela proporciona. Levando em conta de que todo bom negócio tem que ser uma avenida de duas mãos, o inteligente casal proprietário tratou de ir buscar fornecedores em vários pontos do país, sempre certificando-se da qualidade original destes produtos, que fossem diferenciados e autenticamente coloniais. Essa busca em torno de uma marca exclusiva é que proporcionou o sucesso da Tapera Produtos Coloniais.
Com preços ótimos, prá lá de competitivos e produtos exclusivos, não encontrados em outro lugar e, ainda por cima, com um atendimento primoroso, prestado pelos proprietários e mais três funcionários devidamente bem treinados e profundamente gentis, serviu de base para que a Tapera Produtos Coloniais chegasse onde chegou.
Funcionando diariamente de segunda à sábado, das 8h às 20hs e domingos das 08h às 13hs, a loja abre um leque de possibilidades. Aqueles clientes que vão comprar ou não, podem experimentar um gostoso café colonial ou um simples cafezinho, que, pelo sabor especial (grãos de café exclusivo moídos na hora) deixa de ser tão simples assim. Mas quem resiste em levar para casa um bom salame (vindo da zona colonial de Cotiporã), queijos coloniais (de Putinga, Santa Cruz do Sul e Seberi), doces de Minas Gerais, biscoitos amanteigados, rapaduras, geléias, amendoim, abóbora, moranga, suco de uva integral, vinhos e muitos outros produtos, como a excelente Graspa e Champanhes. Afinal, as festas de fim de ano estão aí.
Aqueles que quiserem presentear-se, vários tipos de produtos artesanais como cestas de vimes e gamelas, podem ser adquiridos enquanto saboreia-se uma maravilhosa sopa de capeletti ou um autêntico café colonial, com tudo o que se tem direito (pães variados, biscoitos amanteigados, cucas, sucos naturais, vinhos). E, tem mais: agora, com a chegada do verão, a Tapera Produtos Coloniais está disponibilizando doze sabores de exclusivos sorvetes artesanal, destacando-se o hiper-gostoso milho verde, uma delícia sem par.
Outra novidade bem recente é a prestação de serviços oferecida para famílias, escolas e empresas. O pessoal da Tapera faz a montagem de festas com o seu café colonial. Os que desejarem contratar, devem fazê-lo pessoalmente na loja ou pelo fone 3242.2042, ou pelo email: taperaprodutos@terra.com.br.Confira todas as opções da Tapera Produtos Coloniais, você só tem a ganhar! (Texto: JC Mello D’Avila)

Giravento tem ótimos preços e opções para aliviar o calor

A Giravento nasceu na zona sul porque acredita que seus moradores valorizam a compra especializada, com qualidade e bom atendimento. A expectativa da empresa é atender e satisfazer os clientes diversificando seu mix de produtos e serviços, por isso além da venda de ventiladores se especializou também na venda de condicionador de ar Split.
Há seis anos na zona sul, a Giravento tem um grande número de clientes, de diversas zonas de Porto Alegre, Região Metropolitana, interior e outras cidades do país. Isto graças a sua loja virtual, que permite ao cliente comprar e receber o produto na comodidade de sua casa, pagando através do cartão de crédito ou boleto bancário.  A empresa deseja diversificar cada vez mais seu mix de produtos e no momento está investindo em condicionadores de ar Split com o objetivo de atender cada vez mais clientes neste segmento.
Devido às previsões de um verão intenso, a Giravento preparou uma série de promoções para este verão em todas as linhas de ventiladores de teto, parede e pedestal. Os preços acessíveis partem de R$ 78,00. Além disso, os clientes da loja contam com a possibilidade de pagamento em até 12x nos cartões de crédito, inclusive a instalação do Split. Com todas essas vantagens a empresa consegue ainda, dispor de um atendimento personalizado e qualificado: fidelizar os clientes e atender indicações desta clientela plenamente satisfeita com nossos serviços. “Para nós cada cliente é um amigo e respeitamos sua vontade”, salienta a diretoria da empresa.
A Giravento conta com profissionais competentes que trabalham no ramo de climatização há muitos anos e conhecem o mercado. Especializada em ventiladores residenciais e comerciais, oferece também condicionadores de ar tipo Split das marcas Consul, Fujitsu Inverter, Brastemp, Carrier Inverter e Electrolux. A Giravento trabalha com ventiladores das melhores marcas do mercado nacional como Primavera, Arge, Martau, Lorensid, Ventidelta e Ventisol.
Além da loja física na Av. Otto Niemeyer, 1313 loja 01, no bairro Tristeza, a Giravento possui também uma loja virtual: www.giravento.com.br. Entre em contato também pelo tele-vendas: (51) 3222.3103 e solicite a entrega de seu ventilador ou ainda o orçamento gratuito para a instalação do seu Split!

Neitzel Veículos completa dez anos e cresce com Zona Sul

No ano que comemora 10 anos de parceria com a San Marino, a Neitzel Veículos começa uma nova forma de comunicação com seus clientes, através de Mala Direta, Folheteria e anúncios de Jornais.
Durante todo o ano passou informando as ações comerciais e lembrando sempre dos  dez anos de sucesso da Neitzel Veiculos (San Marino Comercio Automotivo) Cavalhada que, nesta nova loja está indo para seu terceiro ano. “Isso tudo faz parte da continuação de um trabalho que iniciou em Abril de 2000 na Otto Niemeyer esquina Wenceslau Escobar”, relembra o diretor da empresa, Luis Fernando Aires.
“São dez anos de San marino Zona Sul com a nossa Gestão, (Neitzel Veiculos), Possuímos uma carteira com mais de 5.000 veículos entre zero km e usados vendido desde o ano de 2000”, afirma Aires, com orgulho. A loja conta com uma equipe que preparada, com um atendimento profissional e personalizado, que é o que faz a diferença na Região. “Nosso começo se deu em Abril de 2000, quando fomos convidados a administrar a Filial da San Marino zona Sul, no Bairro Tristeza, quando éramos a única concessionária com filial na zona sul, foi um momento de muita visão da San Marino que viu na frente de todos, o potencial de crescimento  desta região, salienta Aires.
Desde 2009, a Neitzel Veículos começou um novo desafio, que é de crescer em um novo ponto comercial, embora também na zona sul, mas em uma via diferente, mais agressiva pelo  seu intenso movimento, esta loja da Cavalhada nestes seus dois anos de existência, tem como projeto principal a  estruturação e crescimento. Em prédio próprio, fruto do trabalho destes dez anos.
“Nós temos muito a evoluir e acompanhar este fantástico crescimento desta região destacada de Porto Alegre, seja pelas suas características de qualidade vida, seja pela sua capacidade econômica, atrai cada vez mais os olhos de toda a capital para cá”, aponta Luis Fernando.
A nova loja San Marino Cavalhada localiza-se na principal via de acesso da Zona Sul, a terceira perimetral, que traz a expectativa de um crescimento cada vez maior. Portanto, está na região que mais cresce em POA, posicionada na via que transita mais de 70% dos seus moradores.
Ela situa-se na Avenida Cavalhada, 2221, no bairro Cavalhada. Seu telefone para mais informações é (51) 3243 2000. Vale a pena visitar a loja e conferir de perto os veículos,

San Marino Nonoai oferece serviços automotivos de qualidade

vas e a visão de uma das regiões que mais cresce em Porto Alegre, a San Marino Nonoai está preparada para atender a demanda com qualidade e confiança.
Confiança e segurança na revisão - Segundo a diretoria da empresa, “a prioridade é a satisfação do cliente, com serviço ágil e responsável”, na busca da fidelização com a confiança entre as partes, “todos os problemas encontrados na revisão são informados ao cliente e, juntos, decidimos o que é mais prioritário dentro do orçamento disponível”. E, para este fim de ano e férias, a San Marino Serviços Automotivos dispõe de excelentes oportunidades que incluem verificação, reparo total no sistema de ar condicionado, supensão, freios, pneus e motor.
Além disso, tem outros diferenciais como: qualidade na execução das manutenções, agilidade, equipamentos atualizados para diagnóstico, equipe qualificada e treinada e o melhor preço e prazo para reposição de peças originais/genuínas. Equipamento completo para diagnóstico e reparo em ar condicionado para todas as marcas de veículos, bem como geometria e balanceamento além de scanner para diagnóstico eletrônico em veículos de qualquer marca.
Projetos e novos serviços – Ainda para 2011, a empresa prevê a entrada da Inspeção Veicular e espera assim oferecer aos clientes uma pré-inspeção, a fim de que sejam diagnosticados os eventuais problemas e para que o reparo necessário seja efetuado antes da data limite proposta pelo governo. Além do desejo de abrir mais lojas no próximo, a empresa planeja ampliar o leque de serviços e parcerias para atender mais marcas de veículos.
A San Marino Nonoai, existe desde 1996, pioneira no conceito de lojas de bairro para manutenção de veículos está com nova administração desde 2004, quando foram implementadas mudanças estruturais, organizacionais com ofertas de novos serviços. O atendimento de confiança e personalizado, nos quase 15 anos ininterruptos da San Marino Nonoai são reconhecidos por mais de 5 mil clientes. “Acredito que o retorno do público tem sido ótimo. Ser empreendedor no nosso país é complicado, por isso muitas empresas não chegam ao 2º ano de existência, mas a Zona Sul nos acolheu muito bem e com isso conseguimos crescer”, finaliza o diretor da empresa.
É possível conferir todos esses serviços na Avenida Nonoai, 1181 (bairro Nonoai) e tirar dúvidas através do telefone (51) 3241 7470

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O segredo de um presente

Era para ser uma surpresa. Mas foi muito, muito além disso.
Eu tinha 7 anos naquele mês de dezembro e estava com um problema: mais uma vez era preciso dar um presente de Natal a cada membro da família.
Eu era muito apegado à minha avó. Ela amava os netos incondicionalmente e era sempre brincalhona, como só as pessoas sábias conseguem ser. Em troca, nosso amor por ela era imenso.
Para mim, um presente especial teria de ser algo que ela achasse particularmente precioso. Eu já tinha uma idéia: sempre observava minha avó no ritual de se arrumar. Ela era muito cuidadosa com a aparência: vestia-se com esmero, penteava-se meticulosamente – e no fim de tudo abria uma gaveta da cômoda, de onde tirava com cuidado um frasco lapidado de perfume. Borrifava o pescoço com uma ou duas pequenas nuvens do vaporizador e depois o frágil vidrinho desaparecia novamente dentro da cômoda.
Tinha de ser aquele perfume! Quando não havia ninguém por perto, abri a cômoda de minha avó, tirei com cuidado o frasco e, com esforço, decifrei a etiqueta.
A façanha fora planejada – tinha até levado papel e lápis para anotar o nome, que me era inteiramente desconhecido. Hoje só me lembro de que era francês. Mas com toda a clareza recordo quando, com o coração disparado, entrei numa perfumaria elegante no centro da cidade, que já não existe há tempos.
Intimidado pelas embalagens brilhantes e assombrado com as nuvens de jasmim, rosa, almíscar e alfazema que enchiam a loja, caminhei hesitante até o balcão. Naturalmente, a vendedora não conteve o sorriso quando o pequeno freguês pediu o perfume. Afinal, eu nem sabia pronunciar direito a palavra francesa.
E, é claro, afligi-me terrivelmente até que, em desespero, puxei do bolso da calça o pedaço de papel amassado com o nome escrito na caligrafia de menino da 2 série.
Aquele pequeno papel me salvou. A vendedora voltou da prateleira tendo nas mãos uma embalagem cor de creme. Olhou para mim, em dúvida.
- Quer mesmo este perfume? - perguntou.
Assenti corajosamente. Então ela me disse o preço. Engoli em seco, enrubesci, gaguejei para dizer que queria pensar um pouco mais e saí da loja. Humilhado e vencido, com as pernas bambas.
Minha mãe foi a primeira a perceber que eu não estava bem. Ao chegar em casa, fui direto para o quarto que dividia com meu irmão, dois anos mais velho.
Ele sentou-se na cama ao meu lado e, com paciência, foi me fazendo perguntas ate que lhe confessei a historia toda. Nem sei como ela conseguiu disfarçar o sorriso – em todo caso, imediatamente apresentou uma sugestão.
– Acho que o presente mais precioso que você pode dar à vovó é algo feito por você mesmo!
– Mas o que poderia ser? – Perguntei, já meio desesperado.
Começamos a pensar. Aí minha mãe teve uma idéia: por que não fazemos um estojo para a caneta-tinteiro de minha avó? Poderia comprar o couro, já cortado, na cidade. O pouco de dinheiro que eu tinha seria suficiente. E o resto eu faria sozinho.
Desanimado, aceitei a idéia. Em segredo, porém, meu coração ainda se agarrava a um vidrinho misterioso e brilhante, e à fragrância que ele continha, Fui à cidade comprara couro, a linha e uma agulha especial. Mas na verdade não tinha vontade de começar o trabalho.
Afinal, o que era um pedaço de couro ordinário, costurado desajeitadamente por um menino, comparado ao esplendor irradiado pelo frasco?
Finalmente me sentei à mesa da cozinha, peguei o saco de papel pardo que continha minhas compras e comecei diligentemente a cortar e costurar.
Enquanto enfiava a linha preta pelos furos no couro, comecei a apreciar mais o trabalho insignificante. Duas horas depois, já me orgulhava do lindo estojo azul-turquesa diante de mim. Espantado, percebi que me esquecera completamente do frasco resplandecente por uma tarde inteira.
Fiquei ainda mais orgulhoso na véspera de Natal. Quando minha avó desembrulhou meu pacotinho, seus olhos brilharam e me perguntou duas vezes: “Você fez mesmo isso pra mim?”
Sim. Fiz para ela. Especialmente para ela. E, assombrado, percebi que minha avó grisalha, levemente curvada, ficou feliz como uma criança. Ela me abraçou, beijou meu rosto e disse obrigada em meu ouvido muitas vezes. Passou a noite toda com o estojo nas mãos.
Daquele natal em diante, o estojo azul passou a ficar sempre sobre a cômoda. Ela não o escondeu atrás de uma porta de armário ou dentro de uma gaveta. Sempre que colocava os óculos para escrever, ia até a cômoda, pegava o estojo e tirava uma caneta de dentro dele. E, quando tinha visitas, dizia, com orgulho na voz: “Meu neto Oliver fez para mim!”
Minha avó não viveu até o Natal seguinte. Sua partida me fez mergulhar em minha primeira experiência de verdadeiro desespero.
Aprendi de que forma dolorosa a perda de alguém que amamos se grava em nossa vida.
Uma Noite minha mãe veio falar comigo, trazendo algo.
Era o estojo de couro azul-turquesa. Conversamos muito tempo sobre minha avó. Ela morrera tão de repente! Mamãe não tentou me consolar. Disse apenas:
– Você tem idéia da felicidade que deu a sua avó com este presente?
Depois pediu que eu ficasse com o estojo e o guardasse.
Deste então, o estojo azul-turquesa me acompanha. Traz muitas recordações de minha infância: uma perfumaria elegante, uma vendedora que riu de mim, um frasco brilhante.
Mas, acima de tudo, faz-me lembrar de minha avó e do prazer que ela sentiu. E de que, aos sete anos, tive dúvidas com relação a um presente.
Esse problema, nunca mais eu tive. (Oliver Stahl)

O calor e o veraneio

O verão em Porto Alegre sempre foi um dos maiores problemas para os menos abastados, porque os ricos sempre tiveram seus ranchos em Tramandaí, Cidreira e Torres, especialmente aqueles de origem alemã ou italiana.
Entretanto, entre os ricos que não podiam se afastar por muitos dias da capital, dadas as suas atividades, foi crescendo o desejo de aproveitar as belas praias que, próximas a Porto Alegre, circundam o Guaíba. Foi o saudoso Dr. Mário Totta, tristezense de coração, que começou a preparar o terreno e semeou a semente, que tanto progresso trouxe para o nosso bairro. Festas eram organizadas nesse ‘distante arrabalde’ e milhares de pessoas para cá acorriam aos domingos, quando a canícula da cidade era insuportável. O meio de transporte era o vapor e o trem. Foram criados maravilhosos balneários na Tristeza, Pedra Redonda, Leblon, Ipanema, Espírito Santo, Guarujá, Vila Assunção e Belém Novo. Estes balneários não foram privilégio dos ricos, mas ao contrário, da classe média e pobre.
Hoje, com as estradas pacimentadas e os meios de locomoção modernizados, gastamos, para atingir o mar, mesmo tempo que no início do século se gastava para vir da cidade até aqui. Além do mar ser mais agradável, ainda surgiram problemas como nossas praias fluviais, que as autoridades não conseguiram resolver: poluição, implantação de malocas e, mais recentemente, posse pura das bocas de rua que dão acesso às praias: Dr. Mário Totta, Pedra Redonda, Vila Conceição e outras pelo Ipanema.
A POESIA – Qual de nós, na idadew dos 15 aos 20 anos, não sentiu aquele impacto que nasce nas profundezas da alma, ao se deparar solitário no alto de uma colina, provocando uma inspiração poética?, que existe em todo ser humano civilizado, infelizmente, nos dias de hoje tende a desaparecer. A vida atribulada pelos constantes veículos de comunicação estridentes e imorais não deixa tempo para nossa juventude meditar, pensar em temas sadios que enriquecem o espírito e purificam a alma. Os morros que circundam nosso arrabalde sempre foram os preferidos dos poetas, que para cá vinham nos fins de semana. Em nossas crônicas já citamos muitos versos deles.
Existem dezenas ou centenas de poesias inspiradas em nossas colinas e nosso Guaíba, não só feitas por poetas que as publicam, mas principalmente por jovens que escrevem para guardar. Em 1940, nós escrevíamos:
“Lindas ondas que cuspiam
Um rochedo desenhado,
Lindas ondas que vizinham
Um recanto abandonado.
Batem, rebatem e definham,
Musicam como um alado,
Lindas ondas que aninham
Um sonho sempre lembrado.
Vivem sempre, eternamente,
Ondas que pulam e que brilham
Tornam o mundo iluminado.
Fazer nascer incosciente,
Ondas que por dentro banham
Um coração algemado.
(do livro Revelando a Tristeza Vol 2, de Roberto Pellin)

Festas de fim de ano

Enfim, mais um final de ano. Não posso deixar de ser saudosista após certa idade. Mas os Natais de minha infância eram bem diferentes destes de agora. Não havia muita correria nem exaustão para chegar às compras. Natal era confraternização e não guerra. Era sagrado. Como o amor em todas as suas manifestações.
Uns quinze dias antes do dia 24 de dezembro, meu pai e eu, corríamos para a esquina para adquirir nossa árvore de Natal. Ali carreteiros vindos da serra, comercializavam pinheiros de vários tamanhos. A árvore era natural. Não era de plástico. Naquela época todo mundo tinha um pinheiro de verdade. Não se falava em desmatamento. Mesmo porque não existia desmatamento desenfreado.
Meu tio Joãozinho, por ser bastante teatral, era sempre o Papai-Noel. Mas ele distribuía mais sorrisos do que presentes.Não lembro de grandes pacotes recebidos nos Natais da minha infância. Mas ganhei presentes significativos e muito esperados. Como minha bicicleta com rodinhas. Para meu aprendizado e equilíbrio. E os vestidinhos acompanhados por chapéus, bolsas e sandálias. Meu pai ensinou que se vestir elegante, era sinal de educação.
Bem visível na minha lembrança, era o passeio que eu dava com meu pai, pelo centro de Porto Alegre. Existia um armazém chamado Riograndense na Av. Alberto Bins com uma vitrine encantadora. Nela um Papai-Noel gesticulava com a famosa varinha de marmelo. Meu pai dizia, que ele só presentearia crianças comportadas. Com a varinha de marmelo bateria nas mais atrevidas. Eu era fascinada pelo espírito daquela vitrine. O Papai-Noel era um compensador do bom comportamento. Um justiceiro. Eu o respeitava.
A mensagem que aprendi na minha infância é que a felicidade independe de muitos presentes e ostentação.E, que a surpresa sempre acontece. Como acontecia com meu pai. Durante as Festas de Fim de Ano ele era sempre surpreendido com a chegada, inesperada e farta,de uma enorme cesta natalina.Que fazia meu pai enaltecer ainda mais, suas amizades.
Foi com meu pai que aprendi a cultivar e respeitar os amigos. Tendo pela vida sempre muito amor, fé e simplicidade. Jesus nos orientou “Amai-vos uns aos outros”. Esse conceito de amor representa a posição que devemos manter. Assim, as comemorações tornam-se inesquecíveis. Assim, a alegria permanece. Na casa de meus pais uma única garrafa de champanhe era sinal de festa. Depois chegava o dia 31, o Ano Novo. E renovavam-se esperanças de dias melhores. Com espaço para aprendizado, alegria e renovação. Feliz Natal e Próspero Ano Novo. (Ana D´ Ávila anadavila@cszonasul.com.br)